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Paciente que ficou tetraplégico após acidente recebe polilaminina em hospital de Itumbiara
01/04/2026
(Foto: Reprodução) Morador de Itumbiara é o segundo a ser tratado com polilaminina em Goiás
Um morador de Itumbiara, na região sul do estado, se tornou o segundo paciente a receber uma aplicação de polilaminina em Goiás. A substância é usada em um estudo da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) para tratamento de lesões medulares. Segundo a assessoria do Hospital Estadual da cidade, Manoel Astrogildo da Silva Neto conseguiu acesso à polilaminina após uma decisão judicial.
A aplicação aconteceu na última quinta-feira (26), segundo relato publicado pela farmacêutica Camila Nascimento, namorada de Manoel. De acordo com a Secretaria Estadual de Saúde de Goiás (SES-GO), a aplicação ocorreu no contexto do uso compassivo autorizado pela Anvisa, com condução pela equipe externa vinculada aos responsáveis pela pesquisa.
Ao g1, o Hospital Estadual de Itumbiara informou que "o paciente segue estável, sem alterações evolutivas e sem previsão de alta".
Manoel ficou tetraplégico após sofrer um acidente quando retornava de Goiânia, em novembro do ano passado. Segundo informações divulgadas pela família, ele fraturou a coluna cervical e, desde então, segue internado em cuidados intensivos.
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Em um relato publicado nas redes sociais, Camila conta que a decisão judicial é de fevereiro deste ano. “Depois disso, vieram todas as etapas, documentos e processos… até finalmente chegarmos a esse dia tão esperado”, escreveu.
Manoel Astrogildo ficou tetraplégico após um capotamento em Goiás
Reprodução/Instagram de Camila Nascimento e Manoel Astrogildo
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Primeiro paciente
O delegado Leonardo Sanches, de 44 anos, que ficou tetraplégico após um acidente com uma viatura entre Leopoldo de Bulhões e Silvânia, foi o primeiro a receber polilaminina no estado, em fevereiro.
Na ocasião, o gerente de reabilitação física e visual do Crer, Eduardo Carneiro, reforçou que apesar do potencial de melhora que a polilaminina pode oferecer aos pacientes, é importante conciliar a aplicação com uma reabilitação intensiva.
“A aplicação foi feita aqui mesmo, pela equipe do Rio de Janeiro, profissionais, neurocirurgiões e pesquisadores que são habilitados para fazer a aplicação. Em seguida, o paciente seguiu com a reabilitação”, explicou.
Leonardo Sanches ficou tetraplégico após acidente na GO-330
Reprodução/TV Anhanguera
O que é a polilaminina?
De acordo com a apuração da editoria de saúde do g1, a polilaminina é um composto criado em laboratório e usado em uma pesquisa na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Liderado pela cientista Tatiana Sampaio, o estudo busca pacientes com lesões medulares recentes, que provocaram a perda dos movimentos.
Até o momento, a pesquisa mostrou indícios de que a substância pode ajudar na regeneração das lesões. Isso porque ela é criada a partir da laminina, uma proteína produzida pelo corpo humano com papel importante no desenvolvimento embrionário e crescimento celular.
Entenda como funciona a polilaminina.
Arte/g1
Apesar da repercussão nacional da pesquisa, a cientista explica que a polilaminina ainda é uma promessa. O estudo conseguiu bons resultados em animais e em um pequeno grupo de pessoas, mas é necessário que a pesquisa continue e cumpra o processo exigido para provar eficácia e segurança.
No dia 5 de janeiro, o Ministério da Saúde e a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), anunciaram o início do estudo clínico fase 1 para avaliar os resultados da pesquisa.
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