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Mãe de corretora morta diz que síndico agia como ‘rei’ do prédio: ‘Trocou trono por cela’
29/01/2026
(Foto: Reprodução) Família quer enterro digno para corretora de imóveis morta em Caldas Novas
A mãe da corretora de imóveis Daiane Alves de Souza, de 43 anos, encontrada morta após mais de 40 dias desaparecida em Caldas Novas, afirmou que o síndico do prédio onde a filha morava agia como se fosse o “rei” do condomínio. Em entrevista à TV Anhanguera, Nilse Alves disse que o suspeito, Cléber Rosa de Oliveira, “mandava e desmandava” no local e que trocou o “trono por uma cela”.
Daiane desapareceu no dia 17 de dezembro de 2025, após descer até o subsolo do prédio para verificar uma queda de energia. O corpo da corretora foi localizado em uma área de mata, e o síndico e o filho dele, Maicon Douglas de Oliveira, foram presos pela Polícia Civil. O caso é investigado como homicídio e ocultação de cadáver.
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‘Ele mandava e desmandava aqui’, diz mãe
Segundo Nilse, a família já enfrentava conflitos sérios com o síndico havia cerca de um ano. A mãe relatou que Cléber perseguia a filha e tentava tirá-la do prédio, além de agir como se tivesse autoridade absoluta sobre o condomínio.
“Ele era o rei aqui desse prédio. Mandava, desmandava, a caneta era dele. Ele sentava no trono, literalmente. Queria tirar a Daiane daqui e conseguiu, mas trocou o trono dele por uma cela”, afirmou Nilse, em entrevista.
Nilse Alves, mãe da corretora Daiane Alves de Souza, afirmou sentir “alívio, revolta e dor” após o avanço das investigações sobre a morte da filha, em Caldas Novas
Fábio Lima/O Popular
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Mais de 40 dias de buscas e espera pelo sepultamento
Nilse contou que viveu dias de angústia durante o período em que a filha esteve desaparecida e que chegou a temer não conseguir sequer sepultá-la. “A gente correu um risco muito grande de não encontrar o corpo dela. Foram 43 dias de um pré-luto, de medo, de desespero”, relatou.
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Segundo a mãe, o corpo de Daiane foi encaminhado para Goiânia e a família ainda aguardava a liberação para a cerimônia de despedida. “Não é justo você colocar uma filha no mundo e depois não ter condição nem de fazer um sepultamento digno”, disse.
Ao final da entrevista, Nilse afirmou que sente uma mistura de alívio, revolta e dor após a elucidação do crime. “É revolta de mãe. A gente tem fé, mas não tem como não se revoltar”, concluiu.
Corpo de corretora foi encontrado a cerca de 15 quilômetros de Caldas Novas, em Goiás
Arte/g1
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